Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/06/2020
A falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil vêm sendo um grande desafio para combater a fuga de cérebros. Questões geográficas e econômicas geram entraves para superar a falta de especialistas no país. Problemas como pouco investimento e desemprego são causas que aumentam a saída de mestres e doutores do Brasil.
Primeiramente, podemos citar a posição geográfica do Brasil que favorece economicamente o setor primário. Portanto os investimentos recaem na produção agrária fazendo o país ser um “primeiro mundo em tecnologia agrícola”, sendo que em 2019 o Brasil se tornou o maior exportador de milho do mundo, superando até grandes potências como os Estados Unidos, infelizmente esse foco na agropecuária deixa outras áreas sem avanços tecnológicos.
Em segundo lugar, vale lembrar que as baixas remunerações e cortes de bolsas que financiam pesquisas, intensifica a fuga de cérebros, tanto de cientistas quanto de corpos técnicos e executivos altamente qualificados, que acabam buscando melhores oportunidades de trabalho fora do país. Como ocorrido com grande parte da equipe do pesquisador Sérgio Teixeira, chefe do Laboratório de Doenças Neurodegenerativas da UERJ, após corte do investimento que financiava sua pesquisa.
Portanto, se faz necessário para combater a fuga de cérebros, o reconhecimento do Governo Federal e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para fornecer melhores condições e financiamento para pesquisadores, além do Ministério da Educação incentivar jovens a ingressarem no ramo científico criando programas de bolsas para permitir que alunos e professores crie novos projetos.