Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/05/2020
As raízes históricas do Brasil, nos ajuda a entender o atraso científico e a fuga de cérebros, visto que, enquanto a Europa vivia o iluminismo no século XVIII, ainda eramos colônia de exploração portuguesa. No contexto atual, o atraso se deve a falta de investimentos e o mau olhar da população perante a ciência.
O investimento na ciência está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento socioeconômico de um país, observa-se que, nações desenvolvidas destinam cerca de 3,5% do PIB em produção científica, já o Brasil, pouco mais de 1%, dessa forma, a realidade do Brasil desencoraja os cientistas, que não vêem outra alternativa que não seja buscar financiamento de suas pesquisas em outros locais que lhes ofereça aparato técnico e financeiro.
Convém lembrar que, todos nós somos beneficiados pela ciência, seja na penicilina que trata de uma infecção ao gás de cozinha que permite o preparo dos alimentos no dia a dia, entretanto, uma parcela significativa da população não associa estes e outros benefícios ao desenvolvimento científico, além disso, tem em suas concepções que a ciência é perca de tempo e dinheiro. Tudo isso é fruto de uma sociedade ao qual não lhe foi mostrada a importância e o valor da ciência.
Em virtude dos fatos mencionados, é preciso que o estado faça uma redistribuição de verbas, destinando mais recursos ao ministério da ciência e tecnologia, com o objetivo de fomentar a pesquisa nas universidades públicas por meio de, bolsas de estudos, programas de mestrado e doutorado, além de órgãos financiadores de pesquisa como o (CNPQ). Em vista de, manter os bons cientistas no país para que o resultado da suas pesquisas ajudem no desenvolvimento socioeconômico da nação, além de, propagandas em rádios e televisões com o intuito de mudar a concepção das pessoas com relação a ciência, vendo-a como o principal expoente de progresso e não de regresso.