Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/05/2020

É notório que há no Brasil uma cultura de pouca importância e pouco investimento em relação às pesquisas científicas, sendo que a maior parte dos investimentos encontram-se nos grandes centros urbanos – São Paulo e Rio de Janeiro –, enquanto outras regiões são esquecidas. Dentre tantos fatos relevantes, destacam-se: o ineficaz investimento em pesquisa e desenvolvimento por parte do governo e o desinteresse do setor privado.

Sabe-se que uma parte do PIB (produto interno bruto) de um país é destinado às pesquisas, abrangendo diversas áreas, como: saúde, tecnologia, infraestrutura, sustentabilidade, entre outros. No Brasil, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, o investimento não chega nem a 10% do que é investido nos Estados Unidos. Isso demonstra o longo caminho que deve ser percorrido pelo Brasil, visando virar uma potência no ramo.

Além disso, a falta de estímulo a realização de pesquisas atinge também o setor privado. Segundo a Academia Brasileira de Ciências, as universidades públicas respondem por 95% de toda a produção científica do país, sendo as universidades federais os principais polos. Enquanto isso, as universidades privadas pouco investem nesse setor, seja por desinteresse dos alunos ou, até mesmo, por falta de oportunidade.

Como se vê a pesquisa e desenvolvimento deve ser melhor estruturada no país. Uma maior porcentagem do PIB destinada a esse setor é de extrema necessidade, ademais, deve haver uma melhor distribuição desse valor pelas regiões do país, buscando o desenvolvimento a nível nacional. Visando a divulgação das pesquisas é essencial a realização de congressos nacionais e internacionais. Logo, a implantação dessas mudanças visa prestigiar os profissionais, as instituições e, principalmente, o progresso da sociedade.