Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/05/2020

Em 2019 o governo federal anunciou o congelamento de 42% das despesas de investimento do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). A falta de investimentos está entre um das principais causas para o brain drain ou fuga de cérebros, expressão que faz referência a emigração de indivíduos detentores de alto grau de conhecimento técnico ou científico para países mais desenvolvidos devido a diversos fatores.

No Brasil, à instabilidade econômica e a grande responsável pela fuga de cérebros, umas vez que resulta na carência de investimentos em pesquisa nas áreas de ciência e tecnologia, que por sua vez gera a falta de oportunidades de empregos em nosso país. Além disso a baixa qualidade de ensino, da corrupção, dentre outros problemas faz com que especialistas sejam atraídos para trabalhar em países mais desenvolvido em que consigam uma melhor qualidade de vida.

Dessa forma os profissionais migram outros países em busca de benefícios pessoais, reconhecimento da carreira, oportunidades de desenvolver pesquisas em ciência e tecnologias, e o mais importante, facilidade de empregos com remuneração adequada. Os EUA junto com a Europa formam os países que mais recebem cérebros, mesmo já tendo um grande número deles em seu território, ainda querem desenvolver novas tecnologias e  assim acumular um crescente monopólio em vários segmentos.

Se por um lado o brain drain traz consequências financeiras benéficas para o país receptor, por outro lado, o país perdedor fica carente de um grande potencial de inovações, o que causa um enorme dano à economia e ao desenvolvimento de países pobres, que precisam desses profissionais que poderiam fazer um ótimo uso de seus conhecimentos, além disso contribui para aumentar mais ainda a desigualdade entre os países.

De acordo com a CAPES e o CNPQ, somente em 2015 o Brasil perdeu quase 50 mil cientistas para universidades estrangeiras, especialmente de setores da Medicina, Engenharia, Cinematografia e inclusive produção gráfica. Um importante exemplo dessa perca que se deu na área da Cinematografia, através dos filmes Matrix,  A Era do Gelo I e II,  grandes sucessos das bilheterias hollywoodiana que são frutos de profissionais brasileiros.

Portanto para que o Brasil deixe de ser um ‘’doador de cérebros’’ não existe outra medida sem ser o alto investimento do Governo na área da ciência e tecnologia, transformando o país em um polo de inovações permitindo que os pesquisadores no Brasil tenham iguais oportunidades de desenvolver suas pesquisas e trabalhos, além ter carreiras de sucesso e empregos bem remunerados.