Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 21/05/2020
A segunda metade do século XIX trouxe inúmeras mudanças ao meio político, social e econômico. Nesse recorte, o combate a fuga de cérebros é um desafio do Brasil atual. Nesse sentido, fatores como melhores oportunidades de emprego no exterior aliado a um pouco espaço para a pesquisa cientifica no Brasil impulsionam essa saída. Dessa forma, medidas de forma a reduzir essa mazela devem ser tomadas.
A priori, destacam-se melhores oportunidades de emprego no exterior como um dos motivos mais frequentes da fuga. Nessa conjuntura, o filme Os Estagiários, que introduz a história de dois adultos desempregados que viajam quilômetros até a sede da empresa, revela uma grande chance de trabalho na Google na qual existem várias estruturas inigualáveis de trabalho e pesquisa. Assim, a busca por estruturas capazes de sanar possíveis falhas ou potencializar a riqueza da pesquisa cientifica são, em sua maioria, potencializadores da grande fuga para exterior, haja vista a pouca prioridade do Brasil com relação ao desenvolvimento do conhecimento cientifico, consequentemente, da mesma maneira que o filme - um grande contingente de cientistas brasileiros estão desempregados e a busca por começar ou dar continuação aos seus trabalhos se sobrepõem, na maior parte das vezes, ao afeto de sua cidade natal. Dessa maneira, combater essa problemática e garantir o desenvolvimento do país.
Além disso, observa-se o pouco espaço para pesquisas no interesse das políticas públicas. A vista disso, a história aponta o contraste de países que optam pela pesquisa e o palco socioeconômica gerado, a exemplo da coreia do sul, que recebeu inúmeros investimentos norte americanos durante a guerra fria e, hoje, possui uma das maiores empresas do mundo, Samsung. Isso significa que o desenvolvimento socioeconômico é mais “rápido” e frequente em governos dos quais escolhem investir em educação. Ademais, a mentalidade de “pesquisar para desenvolver” ainda não amadureceu no consciente da sociedade brasileira, uma vez que há uma desvalorização monetária e um enorme déficit na quantidade de bolsas disponíveis em contraste com tempo de vida do profissional dedicado à atividade. Dessa forma, a atuação governamental deve estar à frente desse percalço.
Portanto, é evidente que os problemas no desafio do combate a fuga de cérebros estão ligados as melhores oportunidades do exterior e ao pouco espaço para pesquisa no Brasil. A fim de mudar esse cenário, o Governo deve promover melhores benefícios para o cientista brasileiro, por meio da ampliação de programas como o CNPq e a reforma de estruturas utilizadas para a pesquisa ao longo de todo o território nacional, garantindo uma maior facilidade de acesso e melhores condições de trabalho pelos interessado, a fim de estancar a fuga desses profissionais.