Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 21/05/2020
No desenho “She-ra e as princesas do poder”, a rebelião “perde” para o inimigo uma talentosa cientista, por não valorizar a ciência e a tecnologia. De maneira análoga, ainda hoje no Brasil, sofremos com a crescente migração de estudiosos, devido a desvalorização do conhecimento. Nesse contexto, torna-se evidente que a falta de investimentos em pesquisas e a imobilidade do Estado em promover um ambiente mais favorável a ciência são obstáculos a serem debatidos.
Em primeira análise, é relevante mencionar a ausência de investimentos e recursos que possibilitem o desenvolvimento científico e a retenção de talentos. No ano de 2019, o MEC aprovou cortes de 30% na verba das universidades federais, que são responsáveis pela produção de 90% das pesquisas no país. Portanto, a redução de investimentos perpetua a crescente fuga de cérebros no Brasil.
Somado a isso, o Estado não tem dado a devida importância ao assunto. Segundo levantamentos realizados pela Unicamp (Universidade de Campinas), de 2015 a 2016 houve um aumento de 40% na taxa de migração definitiva de talentos. Assim, fica claro a imobilidade do governo em aderir medidas efetivas, que busque preservar a comunidade científica brasileira.
Logo, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Ministério da Educação deve disponibilizar bolsas de pesquisa para alunos de universidades públicas, por meio de uma proposta de lei entregue a câmara dos deputados. A oferta das bolsas deve incluir alunos de mestrado, doutorado e também de graduação, a partir do segundo ano cursado, e “beneficiará” no mínimo 40% dos estudantes obrigatoriamente. Dessa forma, é possível combater a fuga de cérebros no Brasil.