Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/05/2020

Define-se como fuga de cérebros acontecimentos quando profissionais especializados e com alto conhecimento no seu campo migram em busca de melhores condições de trabalho.Sobre esse aspecto,é necessário analisar tal quadro hodierno,intrinsecamente ligado à falta de apoio popular e a negligência estatal,sendo esses,entraves alarmantes para a desvalorização dos profissionais na área da ciência,fazendo-se necessário adotar medidas pra solucionar essa problemática e combater esse fenômeno.

Logo,a priori,é válido apontar que os obstáculos para quem é cientista ocorrem pois grande parte da parcela da população não acredita que financiamento em ciência seja algo positivo.Isso pode ser explicado pelo fato de que publicações científicas são feitas em linguagens pouco acessíveis ao público leigo,dificultando sua inserção e compreensão no cotidiano,além disso,há uma falta de incentivo escolar no que concerne para a formação desses profissionais,diminuindo suas áreas de atuação pelo déficit ao estímulo em carreiras inovacionais.

Diante do exposto,a não regulamentação da profissão de cientista é nociva para o desenvolvimento da sociedade,em que não é garantido para esses pesquisadores direitos básicos trabalhistas,o que corrobora para a desvalorização da categoria.Porém,segundo o físico teórico Albert Einstein,um dos maiores contribuintes da ciência,“Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil – e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos”,assegura o fundamentalismo da ciência para a evolução humana,apesar da visão obsoleta e arcaica sobre ela.

Outrossim,a saída em massa de doutores do país deriva-se da baixa atuação dos setores governamentais,haja vista que não há suporte para pesquisas e experimentos científicos,visto que o MEC divulgou cortes das bolsas de pesquisa da CAPES.Por conseguinte,tal exposto se reflete nos danos na produção científica,fazendo com que a migração em busca de condições melhores de trabalho e maior remuneração,causem danos à economia nacional pela dependência de insumos tecnológicos estrangeiros e pela retenção do patenteamento de tecnologias em outros países.

Portanto,para mudar tal cenário,urge que MEC juntamente com o MCTIC implantem a obrigatoriedade de uma segunda interpretação nos artigos científicos,adequando para uma linguagem menos formal,de modo que todos possam compreender.O reconhecimento dessa profissão deve ser firmado por esses órgãos,garantindo todos os direitos desses trabalhadores,além de disponibilizarem metade de suas verbas para a criação de bolsas estudantis que cubram pesquisas e experimentos científicos,incentivando a formação desses profissionais e efetivando o exercício integral da ciência.