Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/05/2020
Com a chegada da família Real Portuguesa no Brasil, museus bibliotecas e universidades foram construídas como intuito de incentivar à educação nesse território que tornou-se a nova casa de toda corte. Embora, no início da história brasileira tenha começado dessa forma, é inegável que há um baixo incentivo à ciência no país atualmente, oque se deve ao pouco investimento e a desvalorização do estudo científico.
A princípio, com o baixo estímulo na educação as consequências acabam comprometendo a qualidade do ensino e assim diminuindo o número de pesquisadores no país. Dessa maneira, leis como a PEC 241 ou PEC do Teto, que congela gastos na educação por 20 anos, evidencia que no Brasil a educação é tratada com pouca preocupação por parte de alguns governantes e até mesmo por uma fração da população, que não busca incentivar o conhecimento e assim áreas como a ciência e tecnologia sobrevivem como podem. Além disso, professores trabalham recebendo baixos salários bem como uma estrutura deficiente para realizar um processo educacional de qualidade que incentive à pesquisa, desse modo, o número de cientistas que procuram qualidade de ensino e trabalho saem do país.
Ademais, o baixo incentivo, investimento e reconhecimento da ciência brasileira traz uma situação de afastamento de pesquisadores para outros países. Desse modo, dados da Receita Federal mostram que no ano de 2019 mais de vinte mil cientistas fizeram declaração de saída definitiva do Brasil, o que revela de forma clara o cenário de diáspora de cérebros. Com isso, esses profissionais tomam tal atitude em busca de uma qualidade de vida maior e condições de trabalho em que suas pesquisas possam realmente chegar ao público, porém longe de seu local de origem, o que é uma grande dificuldade a ser enfrentada por parte desses especialistas.
Dado o exposto, para formenta a ciência no Brasil e conseguir manter os cientistas no país, torna-se necessário que o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia, busque, através de projetos de leis, flexibilizar a legislação atual, de forma que sejam liberados mais verbas para a educação básica, superior e centros de pesquisa com a finalidade de melhorar a estrutura desses locais. Logo, conseguir por meio dessas atitudes impulsionar a carreira de pesquisadores e que seja possível uma maior valorização desses profissionais, que são tão importante para o progresso da sociedade.