Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/05/2020
O Brasil encontra-se na segunda divisão mundial da produção de ciência e tecnologia. Tal fato e também a fuga de talentos é explicado pela falta de incentivo do Governo aos pesquisadores, tanto por reconhecimento, como também monetário, já que no ano passado foi estimado um corte de R$1,7 bilhões que seriam destinados as universidades públicas.
Embora, seja explícito que o investimento na educação não é prioridade o primeiro motivo seria pela falta de rentabilidade, afinal a sociedade é capitalista e cobra resultados imediatos, a ciência é um investimento a longo prazo. Outrossim, a falta de conhecimento e baixa escolaridade coloca a grande maioria da sociedade em uma bolha social , portanto é mais fácil manipular, segundo Leandro Karnal: o que todo Estado fundamentalista teme é a educação das pessoas.
Ademais, com o pouco investimento público muitos pesquisadores tendem a gastar o próprio dinheiro em pesquisas e estudos, assim como a pesquisadora Ana Maria Carneiro da UNICAMP, com todos os recursos sendo negados inclusive fontes de dados para realizar o seu atual projeto a única saída é tentar algo fora do país. A tendência da fuga de cérebros é crescer cada vez mais, segundo dados da revista Exame Abril, desde o ano de 2011 até 2017 calcula-se um aumento de 165% de migração para o exterior, especialmente o EUA, por melhores condições de trabalho de indivíduos com alta escolaridade.
Em suma, cabe ao governo juntamente com o Ministério da Educação, criar projetos com maiores incentivos voltados para esse público, para que eles possam desenvolver suas pesquisas nas universidades brasileiras e por meio de reais investimentos na área da educação e campanhas de conscientização possa ser feita a valorização desses pesquisadores. Dessa forma, eles poderão devolver a sociedade o conhecimento adquirido, além de incentivar a nova geração a lutar pela ciência.