Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/05/2020
O termo fuga de cérebros é empregado para descrever a saída de mão-de-obra qualificada, ou seja, pessoas com nível superior, que deixa seu país de origem em busca de melhores condições de trabalho. Tal fato, tem ocorrido com cada vez mais frequência no Brasil, isso porque há um grande descaso do governo para com a área científica do país, o que dificulta o combate de tal acontecimento. Além disso, processos como o corte de verbas das ciências e as melhores condições de trabalho em outros países, agravam essa situação.
Primeiramente, é preciso ressaltar que ocorreram cortes de verbas na área das ciências no Brasil. Isso se dá, porque há pouco investimento no setor de pesquisa no país, o que acarreta em uma saída massiva de pessoas do país em busca de países que as estimulem e as financiem para que elas possam dar continuidade a seus projetos. Um exemplo disso, é que no ano de 2019 a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), anunciou o corte de 5.200 bolsas de pesquisa, fato que está relacionado com o corte orçamentário de 42% para a ciência e tecnologia. Tornando perceptível o total descaso do governo brasileiro com a área científica.
Ademais, o número de pessoas com nível superior que deixaram o território nacional buscando um emprego aumentou significativamente. Isso ocorre, porque há uma desvalorização desses profissionais no Brasil, e por isso eles procuram países onde existem mais incentivos e melhores condições de trabalho. Isso pode ser exemplificado, segundo uma estimativa levantada em 2014 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, me que 25% dos brasileiros com doutorado, e 35% que têm mestrado estavam desempregados. Comprovando que eles são desvalorizados no Brasil.
Portanto, torna-se perceptível que medidas devem ser tomadas para solucionar esse problema. Para isso, é preciso que o Ministério da Ciência,tecnologia,Inovações e Comunicações - responsável pela formulação e implantação da Política Nacional de Ciência e Tecnologia - destine a verba necessária para que possa ser investida em pesquisas, para assim evitar que pessoas saiam do país em busca de incentivo. Além disso, o Estado - enquanto fornecedor dos direitos mínimos - invista no trabalho dos pesquisadores brasileiros, para diminuir a saída desses profissionais do país em busca de emprego. Dessa forma, a fuga de cérebros poderá ser combatida.