Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/05/2020
O fenômeno, conhecido pela expressão inglesa brain drain (fuga de cérebros), está no caso brasileiro ligado ao recente aprofundamento da crise econômica, além de problemas estruturais como investimento insuficiente em inovação e ciência, ausência de programas de longo prazo e burocracia em excesso, segundo Eduardo Matsushita, presidente da CEO Infinitas. A empresa realiza a intermediação na seleção de executivos para empresas, ele destacou que a queda presenciada hoje na economia brasileira vai além de ciclos normais de expansão e retração, configurando um decréscimo acentuado num intervalo muito curto de tempo.
O Brasil está ficando para trás e pode perder o bonde da revolução digital se não agir depressa. Sem mão de obra qualificada para atender as novas exigências do mercado, voltou a cair no ranking da chamada competitividade global de talentos criado pela Insead, uma das principais escolas de administração do mundo, com a fuga de cérebros ocorrendo, o Brasil fica em 80º lugar entre as 132 nações analisadas.
O Brasil está na segunda divisão mundial da produção de ciência e tecnologia, mas a crise torna esse quadro ainda mais agudo. Há uma potencial perda de talentos em curso, motivada pela busca de melhores condições de trabalho no exterior, a saída de indivíduos com alto nível educacional de países pobres para ricos é um fenômeno bem documentado na literatura acadêmica de economia.
Não restam dúvidas de que as discussões sobre a fuga de cérebros no Brasil, confirmam a importância da questão na atualidade. A falta de alicerces, em um campo medíocre de nosso país, e a falta de investimento na área de pesquisas, exportem nossas “jóias” de graça para o exterior.
Entre os principais entraves para atrair potenciais cientistas ao meio acadêmico estão os baixos valores das bolsas e o futuro incerto da carreira.