Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/05/2020
A fuga de cérebros é um processo de emigração de profissionais especializados em suas áreas, que partem, em geral, de países pobres. Nesse viés, no Brasil, isso também ocorre, e o país passa a perder trabalhadores excelentes, que deixam de realizar pesquisas em solo nacional e, por conseguinte, de contribuir para o desenvolvimento científico e econômico. Logo, é necessário analisar a problemática em virtude de suas causas e dos prejuízos que causa ao país.
A priori, percebe-se, no país, uma carência de investimentos em educação de qualidade e em pesquisas. Segundo levantamento da Revista Galileu, o governo cortou mais de 12 mil bolsas de pesquisa só em 2019. Dessa forma, percebe-se que a falta de financiamento estatal é um dos fatores que fazem os cientistas escolherem outros países, lugares estes onde a ciência é valorizada, como EUA e Reino Unido, para realizarem suas atividades.
A posteriori, quando há subsídio à pesquisa, muitas vezes, ele não é suficiente para suprir as despesas. Consequentemente, há casos em que o bolsista chega a retirar de seu próprio salário uma quantia para continuar seu trabalho. Desse modo, é reconhecível que o baixo financiamento do Estado é outro fator que desampara os estudantes e cientistas brasileiros.
Ademais, em razão desses problemas, o Estado Brasileiro perde cientistas e pesquisadores que poderiam contribuir para a inovação e evolução econômica dele. Nesse contexto, eles migram para países desenvolvidos, ricos, mas que, acima de tudo, investem pesado na ciência e em pesquisas relacionadas a ela, como os EUA e o Reino Unido.
Portanto, é perceptível que medidas devem ser tomadas para a impedir a persistência do problema. Sendo assim, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deveria garantir mais bolsas aos cientistas e pagar melhor aqueles que já as recebem. Dessarte, o Brasil se tornará um ambiente mais agradável à ciência e se tornará referência em inovação. Só assim, haverá diminuição da chamada “fuga de cérebros”;