Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/05/2020

“A ciência Brasileira está agonizando.” A frase da neurocientista Suzana Herculano-Honzel, retrata  o cenário hodierno da precarização da pesquisa no Brasil. Não raramente,  podemos observar a falta de incentivo educacional e a falta de recursos financeiros, com o intuito de promover uma ciência de ponta. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a nossa sociedade.

Em primeira análise, “A educação é aquilo que o ser humano faz dele.” A frase do filósofo Immanuel Kant, consiste em solidificar a importância do ensino, para o desenvolvimento de um país. Não obstante, frequentemente, podemos presenciar em noticiários o descaso com a educação pública, escolas sem estrutura, sem  professores e alunos desmotivados por qualquer atividade escolar. Desse modo, o Brasil desestimula a inovação cientifica e desperdiça gerações talentosas que deixam o país.

Sob outro ângulo, é notório a redução dos recursos financeiros para o  setor PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), de acordo com senso divulgado em 2019 pelo ministério da educação, o orçamento previsto para ciência e tecnologia em 2020 seria de R$ 1,4 bilhões. De maneira análoga, dados divulgados pelo Revista Fapesp de 2019, observa-se que países como Estados Unidos, tem investimento anual em seu programa P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) de R$ 115 bilhões. Dessa forma, jovens Brasileiros buscam melhores oportunidades para desenvolver seu trabalho em outros países.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem a construção de um mundo melhor. Assim sendo, e dever do ministério da educação junto com o ministério da economia promover ações que visam o uso de tecnologia nas escolas  e universidades brasileiras de forma educacional. Além disso, devem disponibilizar recursos através de bolsas de estudos e equipamentos para pesquisadores no intuito de promover o desenvolvimento do país.