Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/05/2020

No Renascimento Cultural - que aconteceu na Itália , no começo da Idade Moderna - o investimento em ciência e laboratório era enorme e foi muito valorizado, haja vista que foi nessa época que aconteceu diversos descobrimentos importantes. Analogamente, no Brasil essa realidade é muito diferente, visto que, a falta de investimentos por parte do Governo e a escassez de oportunidades de emprego corroboram para o aumento da fuga de cérebros do país. Dessa maneira , é imprescindível analisar essas conjunturas, visando mitigar os seus efeitos na sociedade brasileira.

Primordialmente, é fulcral pontuar que de acordo com uma pesquisa feita pela Receita Federal, cerca de 22.000 pessoas pessoas fizeram declaração de saída definitiva do país em 2019 , entre esses cidadãos, muitos são cientistas, de acordo com relatos ouvidos pelo jornalismo da BBC News. Esse problema deriva principalmente da falta de investimentos por parte do governo, que contribuí assim para a migração de cientistas ou doutores à outros países, posto que, não têm como trabalhar sem recursos adequados. Como exemplo, na atual pandemia do Sars-coV-2 as consequências desse problema são nitidamente observadas, já que , na luta pela criação de uma vacina, o Brasil está atrasado em relação aos outros países,de acordo com uma reportagem exibida pela TV Globo. Portanto, é nítido a reformulação dessa postura estatal , para tentar diminuir esse problema inaceitável.

Paralelo a isso, a escassez de oportunidades gerada pela falta de investimentos contribuí para a fuga de cérebros que vem acontecendo no Brasil. Segundo uma pesquisa do site Exame Abril, vários cientistas brasileiros foram estudar em outros países através de bolsas, e não voltaram para o Brasil por conta da falta de empregos e oportunidades. Isso causa a evasão de cérebros que poderia colocar o país como centro da ciência mundial e avançar tecnologicamente. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de oportunidades contribuí para esse cenário caótico.

Assim, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que ocorra uma diminuição no número de cientistas que migram do Brasil para outros países, urge que o Ministério da Economia invista na iniciação científica e  compre  aparelhos adequados, por meio do aumento de verbas anuais para centros científicos e faculdades, a fim de tentar reter pesquisadores no país . Ademais, precisa-se que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), crie projetos que visam a integração de cientistas recém formados no ambiente de trabalho, por meio de  feiras com investidores e relações com patrocinadores, visando assim, o aumento de empregos para a área científica. Só assim, ocorrerá um movimento parecido com o Renascimento Cultural, expandindo então a ciência brasileira e sua tecnologia.