Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/05/2020
Fuga de cérebros se dá quando profissionais especializados em certas áreas, dotados de um alto conhecimento em seu campo profissional, migram de países pobres ou com poucas oportunidades para centros mais desenvolvidos. Sendo assim, o combate a essa prática no Brasil apresenta diversos desafios, os principais deles são o pouco mercado de atuação desses profissionais e a falta de incentivo governamental.
A priori, vale salientar que uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou que apenas 0,2% da população brasileira possui doutorado e, em 2018, mais de 23 mil dessa parcela saiu definitivamente do país. Por meio disso, percebe-se que uma das motivações dessa prática é o escasso mercado de trabalho, pois a maioria dessas pessoas trabalham em áreas pouco incentivadas pelo governo e, consequentemente, com pouca disponibilidade de trabalho.
Diante do exposto, observa-se o descaso do Estado com essa classe de trabalhadores por meio de cortes em bolsas de estudo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPQ), ação efetivada em 2020. Dessa forma, os pesquisadores brasileiros buscam por melhores oportunidades no exterior, o que caracteriza fuga de capital humano, causando forte déficit científico se comparado à média mundial.
Portanto, é de suma importância que o Ministério da Ciência e da Tecnologia retorne a incentivar a produção científica nacional, por meio da disposição de maiores bolsas de pesquisa, além de fornecer melhor infraestrutura para a realização dos estudos. Para que essa prática diminua até entrar em desuso, assim, o país começará a possuir expressividade na produção de conhecimento científico em seu território, contribuindo para diversos avanços da humanidade.