Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/05/2020
No filme “The Physician”, retrata-se uma sociedade do século XI, na Inglaterra. Rob, personagem principal, vê sua mãe morrer em decorrência da “doença do lado”, ele fica sob os cuidados de um barbeiro local, com ele Rob aprendeu a como cuidar de pessoas doentes. O protagonista descobre que na Pérsia há um médico famoso, que coordena um hospital, algo que era ,infelizmente, impensável na época devido à religião e crenças. Então, ele decide fazer uma longa viagem para adquirir um maior conhecimento. Fora da ficção, apesar das causas da de mentes brilhantes serem outras, as consequências permanecem as mesmas, perda de mão de obra e consequentemente, atraso nos avanços tecnológicos e científicos.
A princípio, uma das causas dessa fuga seria a qualidade que se encontra as instituições de ensino nacionais e internacionais. Por exemplo, enquanto em outros países como EUA, destino mais cobiçado pela maioria dos estudantes, de acordo com o “QS World University Rankings”, a maioria das melhores universidades do mundo se concentram nos EUA. Já no Brasil, em 2019 o MEC simplesmente cortou uma parte considerável da verba das universidades. De um lado as melhores instituições de ensino do mundo, do outro, um golpe na educação. A fim de que haja avanços, o Brasil deveria investir na educação, já que todos os avanços são frutos dela, mas infelizmente, esse não é o cenário que o país se encontra, e por isso, algumas pessoas que possuem melhores condições optam por estudar fora do país.
Simultaneamente, a remuneração também é levada em consideração pela maioria das pessoas. Enquanto no Brasil, algumas formações possuem uma baixa remuneração, como os professores, em outros países existe uma maior valorização da profissão, e com as diferenças de custo de vida e valorização da moeda, essa diferença fica cada vez maior. De certo, as pessoas decidem se mudar para outros países em busca , principalmente, uma melhor condição de vida e profissional. Por fim, caso houvesse uma melhor valorização dos profissionais no Brasil, certamente, o índice de emigrantes que levam em consideração esses quesitos seria ,claramente, muito menor.
Em síntese, no Brasil, as causas dessa fuga de pessoas se dá por meio das condições do ensino e da remuneração. Para solucionar esse problema, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) somados a um reajuste salarial, realizarem altos investimentos na educação, com apoio do governo federal, para que haja maior engajamento da população, e um reajuste salarial que leve em consideração os custos de vida em cada região, para que índice emigratório de pessoas que procuram melhores condições de vida seja reduzido. Eventualmente, essas medidas conseguiriam abranger a população e ,consequentemente, ampliar os avanços científicos e tecnológicos.