Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 09/05/2020

Entre os países reconhecidos como “tigres asiáticos”, uma característica impera sobre as outras no que diz respeito ao empenho público na evolução nacional: o investimento na educação. Entretanto, no Brasil contemporâneo, observa-se que um dos grandes desafios da pátria é o combate à fuga de cérebros do território. Nesse sentido, a influência das condições ruins de trabalho dos cientistas, e o baixo valor que a sociedade da a eles são fatores que constituem grande culpa no processo da diáspora intelectual.

Em princípio, é necessário abordar a ineficiência do Estado em dar suporte e apoio à comunidade científica. Como exemplo, em 2019 o Ministério da Educação efetuou cortes no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que repercutiram nos principais jornais, como a Folha de São Paulo. Em decorrência dessa dinâmica de diminuir investimentos no setor de trabalho dos cientistas, países que possuem melhores condições de trabalho se tornam mais atraentes aos trabalhadores que decidem sair do Brasil.

Por outro lado, além de baixos investimentos o grupo intelectual sofre com ataques pessoais constantemente. Também em 2019, o Ministro da Educação afirmou que universidades praticavam “balbúrdia” ao invés de pesquisa. Como consequência, os cientistas podem se sentir desvalorizados pelos governantes e sociedade, fato que é um incentivo a desistência de iniciar uma carreira no Brasil.

Em conclusão, os desafios para inibir a fuga de cérebros do país tocam, principalmente, no próprio jeito que a sociedade os vê. Com isso, é importante que seja criado um ambiente receptivo ao progresso intelectual em âmbito nacional e, para isso, o Ministério da Educação tem o papel fundamental de valorizar esses profissionais com melhorias na possibilidade de carreira. Destarte, com a ampliação nos investimentos da seara científica será possível até mesmo atrair mais cérebros para o país, e o caminho brasileiro ainda pode ser mais semelhante aos tigres asiáticos.