Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/05/2020

O Investimento em pesquisa cientifica no Brasil

Em tempos de pandemia, como a do Coronavírus, a tecnologia e as pesquisas cientificas tornam-se fundamentais para a resolução do problema. Países que investem na pesquisa cientifica se sobressaem na busca pela cura e consequentemente demonstram seu nível de desenvolvimento.No Brasil, a pesquisa cientifica é uma área de pouco investimento, tornando - se um país menos atrativo para os cientistas.       Primordialmente, cabe analisar os impactos do investimento em Pesquisa e Tecnologia no meio acadêmico. A disponibilização de bolsas de estudo e empregos são os principais fatores para atratividade de pesquisadores em países desenvolvidos. O investimento do governo em Universidades e Centro de Tecnologia e Pesquisa é de suma importância. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Jornal da USP, nos EUA, 60% dos recursos provêm do governo; na Europa 77%, assim tais países garantem grande ganho econômico e tecnológico devido à esse investimento.

Por conseguinte, a falta de investimento público, assim como o corte de bolsas de pesquisa, promove a chamada “diáspora de cérebros”. De acordo com o CAPS e o CNPQ somente em 2015 o Brasil perdeu 50 mil cientistas para as universidades estrangeiras. Em 2019, o MEC anunciou o corte de 30% nos repasses públicos às universidades federais, tais medidas contribuem negativamente no cenário econômico do país e fomenta a insegurança de pesquisadores dependentes da verba pública.

Logo, o investimento em Universidades e Centros de pesquisa torna-se imprescindível para a contenção da fuga de capital humano. O MEC juntamente com empresas privadas, podem desenvolver programas de investimento em universidades públicas, garantindo assim, maior estabilidade e disponibilidade de bolsas de estudo. A profissionalização do pesquisador cientifico, seria também uma forma de incentivo para a permanência dos cientistas no país.