Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 16/08/2024

Com a passagem da infância para a adolescência da geração social atual, foram recorrentes os problemas psicológicos nos jovens. O que teve o seu principal destaque foram as crises de ansiedade. É compreensível vermos adolescentes terem esse tipo de problema por conta dos hormônios e pressões do dia a dia, mas a ansiedade começou a virar algo em escala muito grande entre os jovens, tornando-se uma coisa comum. Porém, essa frequência de crises pode ser extremamente prejudicial para os adolescentes, pois, se não for tratada de maneira adequada, pode-se desencadear doenças psicológicas perigosas. Além disso, sem um cuidado certo, esses jovens podem crescer com mentes cansadas.

A ansiedade, como problema psicológico, é muito mal vista pela sociedade, principalmente pela parte dos mais velhos. Muitos rotulam os que sofrem com as crises como “frescos”, porque “não aguentam nada e já começam a chorar”. Pensamentos e julgamentos como esses são os principais motivos de jovens não contarem da sua ansiedade elevada para os responsáveis e, consequentemente, acabarem desenvolvendo uma depressão. De acordo com o portal de notícias CNN Brasil, 3,9% dos jovens desenvolvem depressão por conta dos distúrbios de ansiedade não tratados. Adolescentes hoje em dia têm medo de expor e desabafar seus sentimentos por conta dos julgamentos alheios por parte dos outros.

Ademais, acabam se reprimindo e se excluindo para evitar problemas, porém a falta de ajuda acaba despertando mais desafios. Podemos ver um belo exemplo disso no filme Divertidamente 2, onde a personagem acaba se vendo encurralada por conta de sua ansiedade extrema. Esse filme foi um dos mais bem vistos do ano, pois fez uma excelente representação da ansiedade na adolescência.

Em suma, ansiedade não é “frescura”, como dizem. Se não for tratada com a atenção e seriedade necessárias, pode acabar virando algo perigoso para a vida de um jovem. Para evitar problemas, a OMS poderia criar campanhas, por meio de publicidades contra os julgamentos a pessoas com crises de ansiedade, cujo o slogan poderia ser “Ansiedade não é frescura”. Com isso, a ignorância dos “árbitros sociais” iria se esvair, assim entendendo que a ansiedade em excesso é algo sério que deve ser tratado.