Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 16/08/2024
O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da OMS (Organização
Mundial da Saúde), o país tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo, tendo 18,6 milhões de brasileiros convivendo com o transtorno. No entanto, a preocupação é ainda maior quando se revela o público atingido por essas questões: os jovens.
Essa questão ficou ainda mais evidente durante o período de pandemia da Covid-19, em que diversos adolescentes foram inspirados negativamente pelo excesso de produtividade de alguns influenciadores digitais em aplicativos como o Instagram. Estes são impactados por questões sociais e pelo uso excessivo de mídias sociais, exigindo, assim, cuidados e melhorias para diminuir essa questão para as gerações futuras.
Nesse contexto, nas redes sociais, observa-se um processo por meio do qual cada indivíduo busca construir uma versão “ideal” da própria vida, em consonância com a perspectiva do filósofo Guy Debord: conforme o pensador, a “Sociedade do Espetáculo”, presente nas relações virtuais, é construída pelo desejo de expor a vida pessoal como algo digno de ser contemplado. Assim, os usuários se tornam ansiosos pela incapacidade de se adequar a tais padrões.
Portanto, no Brasil, a lógica produtivista e a imposição de uma vida perfeita contribuem para uma sociedade ansiosa, como bem destaca a OMS. Desse modo, o respeito ao repouso e o afastamento dos padrões das redes são convites à prevenção de doenças neurais.