Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/09/2020

Na obra Ilíada, de Homero, Aquiles, é dotado de uma força capaz de vencer qualquer oponente, no entanto, a sua fraqueza era o seu calcanhar. Ao sair dos ínterins mitológicos, a sociedade pós - moderna, de modo semelhante apresenta fragilidades como os altos índices de ansiedade. Assim, torna-se evidente que esta problemática tem bases em fatores sociais e estatais.

Em primeiro plano, é notório que a sociedade é fator catalisador dessa questão. Dessa forma, de acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’ diz que nos dias atuais é bastante evidente a liquidez nas relações interpessoais. A partir de tal ótica, nota-se que as pessoas não se importam com os sentimentos das outras, com isso percebe- se um maior número de casos de pessoas que são julgadas ou humilhadas, em que estas acabam ficando traumatizadas. Em consequência disso, as vítimas tendem desenvolver a ansiedade, na qual esta pode ser tão acentuada que pode levar a depressão e consequentemente ao suicídio.

Em segundo plano, é clarividente que o Estado é fator determinante na manutenção dessa realidade. Desse modo, de acordo com o sociólogo Émille Durkheim, a anomia social é quando a sociedade entra em desequilíbrio, na qual um dos fatores responsáveis é a falta de atuação estatal. A partir desse pressuposto, é perceptível a ausência de políticas públicas na infraestrutura é um grande responsável pelo altos índices de ansiedade, uma vez que o  trânsito caótico das cidades brasileiras são muito estressantes. Por conseguinte, ocorre a transgressão do artigo 196 da Constituição Federal de 1988, em que garante a todos o direito à saúde. Ilustra bem tal situação os grandes números de pessoas ansiosas nos grandes centros urbanos.

Portanto, diante do supracitado urge a necessidade de lançar medidas para remodelar esse cenário. Assim, é dever do Estado aumentar os investimentos nos setores da saúde e infraestrutura, por meio de uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias para que haja maior inserção de psicólogos no SUS (Sistema Único de Saúde) visando dar um maior apoio as pessoas ansiosas, e também investimentos nas mobilidade urbana, tendo em vista melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Dessa forma, com a tomada dessas atitudes esta problemática será diluída.