Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 21/09/2020
Na obra, “Utópia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, contemporaneamente vive-se uma situação contraditória a tal contexto contemplado por More, uma vez que é nítido os desafios no combate à ansiedade. Esse cenário antagônico existe principalmente tanto devido ao dinamismo nas formas de sociabilidade, quanto a negligência institucional para com a ansiedade.
A priori, é de suma importância ressaltar a pressão da sociedade sob o enquadramento aos padrões de vida sociais. Dessa forma, destaca-se o livro do coreano Byung- Chul Han, “Sociedade do cansaço”, no qual aborda em sua escrita a exigência constante, atualmente, ao bom desempenho profissional e social do indivíduo. À vista do exposto, na tentativa de alcançar o sucesso de modo ininterrupto, acomete o cansaço intenso das pessoas e consequentemente proporciona o desenvolvimento do transtorno de ansiedade. Sendo assim, de acordo com a OMS, o Brasil é o país mais ansioso do mundo, cenário cada vez mais intenso em consequência do dinamismo nas formas de sociabilidade.
Outrossim, salienta-se o descaso institucional para com a ansiedade na contemporaneidade como impulsionador das dificuldades no combate a problemática. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, de forma análoga à Bauman, a fragilidade de campanhas sociais, as quais corroboram no controle e superação à ansiedade, são escassas na sociedade. Ademais, inúmeras instituições de saúde comprovam o despreparo ao atender cidadãos ansiosos e, em consequência disso, muitos se automedicam e provocam o aumento do grau do problema, além de propiciar avanços de doenças mais graves como a depressão.
Portanto, a fim de minimizar os desafios para combater a problemática na sociedade contemporânea, são necessárias algumas intervenções. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, criar campanhas relacionadas a importância do cuidado da saúde mental, do descanso da mente e dos problemas da automedicação. Isso, por meio de aulas de meditação semanais em instituições educacionais e em empresas públicas, com a finalidade de promover um maior índice de saúde mental à população brasileira. Além disso, o projeto desenvolverá o hábito de meditações na sociedade cujo a maior parcela social vive-se no ápice do estresse diário e, consequentemente proporcionará a diminuição da automedicação, no Brasil, devido a ansiedade.