Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 12/09/2020
A Constituição da República de 1988 garante a todo indivíduo o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea impossibilitam que uma parcela da população desfrute desse direito na prática. Isso se deve ao uso incorreto de remédios e ao excesso do uso de tecnologias.
Antes de tudo, em relação ao uso incorreto de remédios, um sistema capaz de conscientizar a população dos riscos do uso errado de medicamentos é um fator essencial no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, o Brasil ocupa, consoante ao portal G1, a nona posição na economia mundial. Nesse sentido, seria racional acreditar que o país possui um sistema de saúde que combata a automedicação de forma eficiente. Contudo, a realidade é o oposto e esse contraste é refletido em diversas consequências ao indivíduo, como o desenvolvimento de resistência às medicações, o que prejudica o tratamento contra a ansiedade.
Ademais, faz-se mister salientar o excesso de uso de tecnologias como impulsionador dessa mazela social. De acordo com Guy Debord, as relações sociais são mediadas por imagens, ou seja, a sociedade do espetáculo. Destarte, o uso excessivo das redes sociais pode contribuir para o desenvolvimento de uma patologia psicológica, como o vício. Assim, pessoas viciadas também sofrem de ansiedade uma vez que não conseguem ficar sem o equipamento eletrônico.
Portanto, infere-se que há entraves para a construção de um mundo melhor, sem desafios para o combate à ansiedade. Dessa maneira, impende ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde da população, iniciar uma campanha, por meio das mídias sociais, que mostrem os riscos da automedicação e do uso excessivo das tecnologias para a saúde. Além disso, essa conscientização deve ser feita com linguagem simples e objetiva, para que todos tenham acesso à informação. Dessa forma, através da conscientização, o Brasil poderia garantir o bem-estar das pessoas.