Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/09/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante a todos os cidadãos direitos como o bem estar e a saúde. De modo análogo, hodiernamente, a ansiedade é uma doença que acomete pessoas de diversas faixas etárias e, causa problemas como traumas, estresse, doenças físicas e depressão. A ansiedade diminui a capacidade das pessoas terem o bem estar e saúde presentes na vida. Nesse contexto, avaliam-se o individualismo social e o mercado de trabalho, como pilares da problemática. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos riscos que trás aos indivíduos quanto ao desenvolvimento da sociedade.
Em primeiro plano, vale destacar o individualismo presente nas relações entre as pessoas no século XXI como um fator que ocasiona a ansiedade. Nessa linha de raciocínio, cabe mencionar o que propõe o filósofo Zygmunt Bauman, segundo ele, na sociedade contemporânea, emerge o individualismo, a fluidez e relações efêmeras. Interpreta-se, assim, que, em se tratando das relações atuais, as pessoas encontram-se indispostas a ter atenção com os outros, seja por questões de trabalho ou falta de empatia. Dessa forma, a falta de vínculo entre as pessoas gera o sentimento de solidão, vindo a fomentar quadros de ansiedade. Sendo assim, indo ao encontro com ao pensamento baumaniano, o individualismo é fruto de uma sociedade de valores líquidos.
Outrossim, importa discutir sobre o mercado de trabalho e sua influência no que diz respeito a ansiedade. Nesse contexto, cabe citar que com o surgimento da Revolução Industrial, os trabalhadores vivem sobrecarregados de serviço, tendo que atender a demanda das empresas, com cargas horárias que vão além do local de trabalho e se externam as suas residências. Com base nisso, com a necessidade de entregar um serviço ou produto em curto prazo, os funcionários se cansam, ficam indispostos, favorecendo quadros de ansiedade. Nesse sentido, há uma corrida contra o tempo entre a dupla jornada - nas empresas e em suas casas -, isso leva além do estresse físico, o estresse mental.
Diante do exposto, medidas são necessárias para mitigar a ansiedade na sociedade contemporânea. Para isso, o Ministério da Saúde deve distribuir panfletos e mídias sociais que abordem a empatia e a fraternidade entre as pessoas, no intuito de amenizar o individualismo e o decorrente sentimento de solidão. Ademais, o Ministério do Trabalho em parcerias com empresas, podem realizar palestras quinzenais, lúdicas e dinâmicas, a fim de tranquilizar os funcionários, trazer momentos de descontração durante a dupla jornada, isso trará melhorias no psicológico, evitando a ansiedade. Sendo assim, poder-se-á minimizar o crescimento dos casos de pessoas com ansiedade na modernidade.