Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 10/09/2020
O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica aos desafios no combate à ansiedade. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea, são entraves que dificultam a concretização do problema, fruto da má administração da internet, quanto de relacionamentos superficiais. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária, é necessário analisar seriamente os subterfúgios a fim de solucionar essa mazela social.
Precipuamente, é fulcral pontuar que hodiernamente, o Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o país tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo. Cerca de 18,6 milhões de brasileiros convivem com o transtorno. Isso se deve à intensificação das redes sociais, visto que o indivíduo está sujeito à relacionamentos superficiais, tornando-se vítimas do individualismo social.
Faz-se mister, ainda, salientar que em decorrência da vulnerabilidade e persistência do problema, observa-se a consolidação de um grave problema em virtude do individualismo da população. Nesse viés, entende-se que a população tem cada vez menos empatia pelo próximo, pensando cada vez mais em si mesmo, o qual agrava o estado de ansiedade da vítima, corroborando à prática suicida.
Logo, visando à atenuação do impactos negativos desse transtorno, é preciso modificar a realidade. Urge ao Ministério da Saúde promover projetos no combate à ansiedade, por meio de propagandas e palestras, ministradas por psicólogos e publicitários, que farão campanhas em meios televisivos e em ambientes escolares, sobre a importância da empatia populacional, além de promover ajuda a quem tem ansiedade. Desse modo, seria o caminho para erradicar a anomia social postulada por Durkheim.