Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 08/09/2020
A plena garantia do bem-estar social e da saúde mental é, indubitavelmente, elemento promotor de uma sociedade equilibrada. No Brasil, entretanto, a negligência governamental bem como a apatia social denotam desafios ao enfrentamento da ansiedade, cenário recorrente no país. Dessa forma, analisar as causas da problemática é medida que se impõe, a fim de mitigar seus impactos.
Em primeira análise, de acordo com a filosofia de John Locke, quando o Estado não assegura direitos imprescindíveis aos cidadãos, nota-se uma violação do contrato social. Sob tal ótica, o descaso do Governo é percebido na medida em que a falta de uma assistência psicológica à população vulnerável e de medidas eficazes capazes de combater o quadro de ansiedade corroboram uma maior incidência dessa realidade. O resultado, por conseguinte, é a perpetuação de danos à saúde mental e sobrevivência, pois práticas suicidas tornam-se recorrentes. Vê-se, portanto, a necessidade de maior atenção do Poder Público a esse problema.
Além disso, é imperativo considerar a indiferença social como fator preponderante do cenário de inquietação. A esse respeito, observa-se que o cristianismo da idade média pregava que doenças mentais, como depressão e ansiedade, significava que o indivíduo é afastado de Deus. Isso reflete, consequentemente, um preconceito social na contemporaneidade, visto que leva a população a não buscar um tratamento por se autoconsiderar afastado de Deus ou pelo medo do julgamento familiar, o que torna o Brasil o país mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Esse pensamento confirma as palavras do Einstein, ao considerar que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Diante disso, convêm interferir no pensamento do povo brasileiro. Destarte, diante dessa problemática, é notória a necessidade de ações para superar os desafios do combate ao problema. Cabe ao Governo, portanto, por meio do Ministério da Saúde, realizar uma campanha Nacional – visto que não é um problema local – a fim contratar psicólogos que atuem em domicílio – pois irá facilitar o tratamento - e visitar as escolas realizando palestras para alertar os alunos sobre a importância de buscar ajuda para melhorar a saúde mental – assim, reduzirá o preconceito. Desse modo, os obstáculos da luta a ansiedade no Brasil serão superados.