Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 03/09/2020
Os transtornos relacionados à ansiedade estão presentes na sociedade desde muito tempo, mas a falta de recursos médicos e/ou a limitação das informações sobre remédios e tratamento adequado foram responsáveis pela criação de estereótipos na sociedade, desencadeando um preconceito quanto ao tipo de medicação. Além disso, a romantização e normalização da rotina estressante na qual a sociedade atual vive é responsável pelo aumento no número de casos e o agravamento da situação. Sendo assim, os principais a serem combatidos são a desinformação e o ritmo de vida acelerado.
Em primeira análise, é importante destacar que o tipo de medicamentos utilizados há anos para o tratamento da ansiedade eram muito fortes, com substâncias que causavam vício e deixavam os pacientes sedados. Entretanto, atualmente, o avanço das pesquisas no assunto e das técnicas da medicina permitiram que o controle da doença fosse mais eficiente, particular de cada paciente e menos agressiva, mas os estereótipos foram mantidos na sociedade. Anos atrás, Albert Einsten mencionou que “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, aplicando-se ao contexto atual, no qual a desinformação é um dos obstáculos para o combate à ansiedade, impedindo que as pessoas procurem acompanhamento médico devido aos preconceitos individuais e coletivos que ainda não foram desconstruídos.
Em segunda análise, há a normalização do fato de manter uma rotina exaustiva e acelerada, principalmente entre os jovens e adultos, incentivada por frases do tipo “estude enquanto eles dormem, trabalhe enquanto eles se divertem”. O desdém da sociedade atual para com a saúde mental tem sido um fator preocupante no tratamento de transtornos como a ansiedade. Há estudos que comprovam que o autocuidado, a prática de esportes e a alimentação saudável têm papel fundamental no controle desse tipo de transtorno. A romantização da rotina acelerada e a normalização do comportamento ansioso estão cada vez mais frequentes que tornaram-se empecilhos para que toda a população que sofre com esses transtornos seja devidamente tratada.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar tratamento psicológico gratuito e divulgar maiores informações sobre o tratamento, a fim de melhorar a saúde pública, uma vez que a ansiedade está relacionada à taxa de suicídio e a distúrbios alimentares. Por meio de tratamento gratuito, incluindo remédios, terapia e assistência médica, será possível controlar os sintomas da ansiedade e melhorar a qualidade de vida da sociedade.