Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 06/07/2020

A ansiedade é considerada um dos grandes males do século XXI. De acordo com a OMS, nos últimos 15 anos houve um aumento expressivo na frequência de transtornos relacionados a este sintoma em todo o mundo, com o Brasil na liderança do ranking. É comum nos perguntarmos se o ser humano não é ansioso por natureza. Toda a pessoa já é ansiosa em situações de estresse ou perigo, a ansiedade não é por si só um problema. No entanto, viver uma preocupação frequente e demasiada com as diversas situações do cotidiano que enfrentamos em nossa vida, acompanhada de estresse e tensões contínuas, traz consequências terríveis para o nosso bem-estar e a nossa rotina.

A ansiedade é, acima de tudo, um tema de grande complexidade, já que suas causas, sintomas e consequências costumam variar de acordo com as particularidades de cada indivíduo. Ao longo da última década, novas variáveis passaram a ser objeto de investigação como possíveis exercedores de pressão sobre a mente humana: o uso de smartphones, as redes sociais, o excesso de informações, o crescimento do bullying na sociedade… Com o objetivo de tentar desvendar esse quebra-cabeça, a MindMiners realizou um estudo com 550 pessoas espalhadas por todo o Brasil, de todas as classes sociais e todas as faixas etárias, de acordo com os resultados obtidos a partir da escala de Beck, mais da metade dos respondentes possui algum grau de ansiedade. Cerca de 60% dos respondentes se autodeclararam ansiosos e mais de 80% acreditam que a sociedade atual apresenta um alto grau de ansiedade.

A pesquisa mostra que a maior parte da ansiedade é causada por outras pessoas como bullying, problemas familiares, relacionamentos afetivos, etc. A maioria é mulher e jovens, essas pessoas devem tomas remédios como fluoxetina ou procurar outras fontes que possam ajudar.