Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 06/07/2020

É natural para os seres humanos perceber que os estímulos emocionais estão interligados com as relações sociais. Conforme dizia Georges Duhamel “O homem é incapaz de viver só, e é incapaz também de viver em sociedade” isso porque as emoções são necessárias para a vida, já que influenciam diretamente na regulação de hormônios (tal como a noradrenalina, a serotonina, entre outros). Mas também podem se tornar um empecilho, de tal forma que distúrbios como a ansiedade vem atingindo cada vez mais pessoas. Isto porque é corriqueira a presença de estresses diários, sejam eles em casa, no trabalho ou na política por exemplo.

Além disso, o contato com tecnologias de informação carrega parte da culpa por intensificar a ansiedade, já que o excesso de informações disponíveis desencadeia a SPA (Síndrome do pensamento acelerado) que Augusto Cury explica em seu livro Ansiedade: como enfrentar o mal do século. Ela é descrita como uma alteração que perturba não só a saúde mental como também a física.

Embora seja um problema sério, as soluções ainda são classificadas com certo preconceito ou indiferença por grande parte das pessoas, que muitas vezes descrentes da intensidade do problema, acreditam que medicação é somente para casos mais graves. Dessa forma, deixam de buscar por ajuda, o que pode acarretar crises, síndrome do pânico ou até mesmo depressão, interferindo completamente na qualidade de vida do indivíduo.       Por conseguinte, é indispensável a aliança da ABP (Associação brasileira de psiquiatria) com o Ministério da saúde, para que esses órgãos intensifiquem a divulgação dos conceitos de ansiedade e a importância de seu diagnóstico e tratamento em meios de comunicação comuns, que atinjam grande número de pessoas, como por exemplo propagandas em televisores durante horário nobre. Ademais também facilitem o atendimento público com especialistas que auxiliem e orientem os pacientes. Para que só assim se configure uma sociedade com sanidade mental e qualidade de vida.