Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 05/07/2020

Segundo a OMS, o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas no mundo, equivalente à 18,6 milhões de brasileiros. A esse respeito, no contexto atual, são notórios os desafios ao combate desta doença, que hoje é considerada o mal do século, proveniente da falta de investimento na saúde pública e da negligência familiar.

Em primeira análise, a ausência de investimentos na saúde pública por parte do governo é preocupante, já que assim não há assistência médica necessária para quem sofre transtornos de ansiedade. No filme “Coringa”, estreado em 2019, o personagem principal recebe a notícia de sua psiquiatra que foi cortada a remuneração pública para as consultas psiquiátricas, deixando-o sem esse direito e, futuramente, sem estabilidade emocional. Fora da ficção, a inexistência de capital na saúde também é um fato, sendo um erro, já que de acordo o a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU, todos tem o direito a isso.

Ademais, a omissão familiar na formação da saúde mental dos indivíduos é um dos fatores primordiais a ser relacionado com as doenças psíquicas, inclusive a considerada " A doença do século". Sob a perspectiva de Talcott Parsons, a família é formadora de caráter. Dessa forma, com a falta de cuidado sob o sujeito e até mesmo a presença de tabus relacionados a ansiedade - como sendo frescura, falta de trabalho e fraqueza - acarreta ainda mais o desenvolvimento da enfermidade. Assim, há a manutenção do problema na sociedade, levando a números de casos altíssimos, como o que a OMS exibiu.

Diante do exposto, para amenizar o impasse é essencial que o governo, como instância máxima de administração executiva, invista na criação de uma carteira “Saúde psicológica” por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Esta carteira será disponibilizada a todos os que solicitarem auxílio para o tratamento de enfermidades psicológicas, principalmente à ansiedade, afim de democratizar o acesso médico a essas pessoas. Além disso, é importante que sejam feitas palestras para o público em geral sobre estas doenças e a importância de cuidados psíquicos. Só assim, o país poderá evoluir.