Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 02/07/2020
A ansiedade, hoje, em uma sociedade contemporânea é uns dos grandes malefícios que vem atacando o homem, de forma direta ou indireta. Devido às informações erradas, medo por parte das pessoas ansiosas, como por exemplo, de se tomar remédios, o tabu para se falar sobre, acabam sendo grandes critérios para que seu combate tenha tido e ainda tenha obstáculos desafiadores, e consequentemente, faz-se uma necessária atenção a esse tema, a fim de solucioná-lo. De acordo com o filósofo John Stuart Mill, o homem é soberano sobre seu próprio corpo e mente, porém diante das ocasiões em que a sociedade se encontra, está ideia acaba sendo um paradoxo, onde se corrobora ainda mais depois que a OMS - Organização Mundial de Saúde - apontou o Brasil como o país com mais pessoas ansiosas do mundo. A sociedade está cada vez mais crítica sobre as pessoas que nela se encontra, tendo como padrão uma pessoa utópica, acarretando a essas pessoas que sofrem de ansiedade uma forte auto cobrança onde as mesmas têm que ser iguais a esse perfil idealizado, e isso acaba sendo um impasse no seu combate no sentido de que a pessoa que sofre com essa doença começa a cravar uma luta contra si mesmo para abolir os pensamentos que acabam a deixando ansiosa, com a finalidade de conseguir dar sequência a essa busca do padrão ideal que a adoece. Por outro lado, muitas pessoas se recusam a aceitar ajuda ou aceitar que possuem essa doença, onde a frase proferida por Maquiavel, “não há nada mais difícil do que tomar a frente por uma mudança” reflete muito bem nesse contexto em que muitos ansiosos se encontram, evidenciando as dificuldades em que eles se veem ao terem que suportar preconceitos e tabus para admitirem que estão precisando de ajuda. Muitas pessoas que não passaram ou passam por isso, julgam a tamanha atribulação que essa doença causa no físico e psicológico de quem sofre, dizendo assim que é apenas “drama” da pessoa, que ela quer só chamar atenção, e essas palavras acabam afetando ainda mais o ansioso, piorando seu estado clínico, e em situações extremas, levando a morte. Diante dos fatos apresentados, o Ministério da Saúde deveria começar a implementar médicos e psicólogos em escolas, faculdades, trabalhos, auxiliando e dando mais acessibilidade àquelas que estão mais vulneráveis e as que não possuem renda que possa ajudá-las na procura de especialistas. Juntamente a isso, por meio dos Governos representantes da cada estado, deveria haver a implementação de propagandas comerciais e campanhas na televisão, cumprindo com seu papel social, encorajando as pessoas a procurarem ajuda, desmistificando os tabus acerca do assunto. Assim, tendo como finalidade solucionar esse malefício que vem assombrando o ser humano por décadas e décadas.