Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 02/07/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o pais com maior população ansiosa no mundo. As razões do Brasil liderar esse ranking são o alto nível de violência, dificuldade para ingressar num mercado de trabalho ou em uma universidade, o que traz maior pressão psicológica, assim como, a incitação ao consumo, grande número de informações, a rapidez dos acontecimentos, sobrecarga e padrões de estilo de vida e beleza impostos pela industria e sociedade. Nesse sentido, diante de uma realidade instável que mescla conflitos nas esferas de saúde e econômica, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a ansiedade na sociedade brasileira deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o pensador Tomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o crescimento do desemprego causado pela dificuldade ao ingressar num curso superior ou pelo afastamento devido a ansiedade e aos efeitos que causa no corpo. No livro “A Sociedade do Espetáculo” do filósofo Guy Debord, é explicitada sua teoria de que todas as pessoas vivem suas vidas como se fosse uma performance, tentando sempre darem o melhor show uma para as outras e aparentar perfeição. A teoria se comprova correta quando comparada aos altíssimos padrões atuais de nossa sociedade. Com a maior exposição trazida pela internet é uma competitividade acirrada, agravada pela globalização, espera-se cada vez mais perfeição do show de cada um. As metas se tornaram cada vez mais altas, as notas e salários maiores e tudo, no final, torna-se inevitável não ter algum transtorno de ansiedade.
Medidas, portanto, tornam-se necessárias para garantir o direito á dignidade da pessoa como preconiza a Constituição de 1988. Desse modo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Saúde será revertido em palestras com especialistas em trastorno de ansiedade e atendimentos qualificados para toda a população, afim de combater á ansiedade na sociedade contemporânea.