Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 01/07/2020

Na obra “Utopia”, do autor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o acentuado número de pessoas com transtornos relacionados à ansiedade no mundo globalizado, deixa em evidência o contraste entre o arquétipo e a realidade. Uma vez que o modelo de sociedade construída hoje se avaria em contato com tal debilidade, que atrapalha o juízo dos acometidos, bem como sua resposta humoral, ocasionando um déficit na harmonia coletiva.

Percipuamente, é fulcral pontuar que a agravada crise de ansiedade pautada não apenas no Brasil, como em países desenvolvidos, deriva da precária atenção e investimentos dos setores governamentais no que concerne à saúde pública. Augusto Cury, psiquiatra e professor brasileiro, proferiu que a ansiedade é o mal do século. Posto isso, de fato a afirmação é coerente, tendo em vista os dados da Organização Mundial de Saúde, que declarou o Brasil como o país mais ansioso do mundo. Desse modo, faz-se mister a revisão da postura dos agentes estatais de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a negligência das pessoas no tocante a ansiedade, incita o problema. Partindo desse pressuposto, é notável a existência de uma cegueira no senso comum, quando o assunto é sobre transtornos psicológicos, isso porque a maioria da população dispensa tratamento e não reconhece seu estado nocivo, procedendo da idealização errônea e obsoleta do que a intervenção médica causaria à sua reputação e saúde física. Tudo isso, ressalta a retarda resolução do impecilho, já que a contínua ocorrência de casos de ansiedade no corpo social agrava esse quadro deletério.

Assim sendo, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessarte, com o intuito de mitigar o agravamento em massa da ansiedade no Brasil, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital para o Ministério da Saúde, para que esse órgão crie unidades de tratamento públicas e privadas em todo território nacional, em combate à ansiedade, através de terapia rigorosa, acompanhada por profissionais da saúde, afim de diminuir o uso de medicamentos controlados. Portanto, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto prejudicial do hiperbólico anseio moderno, e a coletividade estará perto de alcançar a Utopia de More.