Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 25/06/2020

Publicada em 1948 pela Organização das Nações Unidas(ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito pleno á saúde e bem-estar social. No entanto, o grande aumento dos casos de ansiedade do Brasil impossibilita que uma parcela da população não desfrute desse direito universal na prática. Isso se deve não somente pelo desamparo social ao se tratar do tema, mas também, à falta de infraestrutura no sistema da Saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas do Mundo, atingindo mais de 18 milhões de indivíduos. Como propôs o polonês Zygmunt Bauman, numa relação, você pode se sentir tão inseguro quanto sem ela, ou até pior, só se muda o nome que se dá à ansiedade. Assim, a falta de solidez nas relações interpessoais agrava tal problema de maneira aguda.

Além dos relacionamentos líquidos, um outro impasse vivido no combate à ansiedade no Brasil, são as más condições na base de formação de alguns profissionais da saúde. É considerado, para inúmeros cidadãos, um grande tabu a necessidade de atendimento psicológico e um espanto ainda maior, quando as consultas seguem acompanhadas de medicamentos controlados. Porém, a massificação de diagnósticos erroneamente fornecidos, assim como a generalização de males e efeitos colaterais de alguns remédio, dificulta ainda mais a normalização dos tratamentos psíquicos.

Sendo assim, torna-se evidente, que medidas eficientes sejam tomadas para que a problemática supracitada se resolva. Primordialmente, cabe ao Ministério da Saúde instruir de maneira adequada os profissionais especializados, de forma a atingir o público-alvo eficientemente, bem como desenvolver políticas públicas  através de propagandas objetivas, com o intuito de atingir o maior público possível. Ademais, é pertinente às escolas, com respaldo do Ministério da Educação, a prática educacional por meio de cartilhas e palestras explicativas. Dessa forma, faremos com que a saúde e o bem-estar sejam, de fato, o baluarte da nossa sociedade.