Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 24/06/2020
Em 1904 no Rio de Janeiro, ocorreu a Revolta da Vacina devido a insatisfação popular ligada a vacinação obrigatória, que estava estritamente conectada a desinformação. Do mesmo modo, inúmeras patologias emocionais se manifestam pelo ao mau uso de medicamentos e a falta de conhecimento. Assim, nesse cenário, surge a ansiedade através de uma extensa rotina de trabalho ou pressão social, na qual torna-se difícil a prevenção e o cuidado. Com isso, a falta de suporte dos sistemas de saúde somada a crescentes tribulações individuais, como preconceito e exclusões socioeconômicas são obstáculos para o combate da doença do século.
A priori, de acordo com a OMS, nos últimos 15 anos houve um aumento expressivo nos transtornos relacionados a ansiedade, em todo mundo, com o Brasil na liderança do ranking. Nesse viés, é possível correlacionando com o sistema de saúde do país em destaque, que demonstra-se precário e despreparado para cuidar e combater doenças psíquicas. Sob esse contexto, tais instituições não realizam acompanhamentos psicológicos de sua população, nem busca meios de instruí-la sobre uma melhor conduta. Desse modo, ocorre a crescente dos índices de depressão, suicídio e uso de drogas lícitas e ilícitas, que acarreta problemas em toda a sociedade.
A posteriori, conforme Sigmund Freud, criador da psicanálise, somos feitos de carne, mas vivemos como se fôssemos de ferro. Ademais, a partir dessa citação é possível associá-la ao estado emocional de um indivíduo que apresenta muitas emoções e as guarda, nas quais evoluem para um quadro ansioso. Além disso, tal situação pode estar relacionada a problemas sociais, como preconceito e bullying que agravam a saúde psicológica de cada pessoa, uma vez que afetam seu cotidiano. Outrossim, a vulnerabilidade econômica pode estimular também essa patologia.
Em suma, a ansiedade é desencadeada por diversos fatores e pode evoluir para casos crônicos e complexos. Dessa forma, cabe ao Ministério da saúde, órgão responsável pelo poder executivo, destinar maior renda e profissionais capacitados, por meio de investimentos estatais e contratações, objetivando maior estrutura e acompanhamento do sistema de saúde, no setor psicológico. Bem como, é dever dos Governos de cada país, elemento que estabelece regras, junto às escolas, promover maior igualdade, através de campanhas para debate e ampliação de empregos, por intermédio de políticas de distribuição de renda, a fim de maior inclusão e diminuir índices de ansiedade. Logo de modo gradativo, essa doença afetará menos a sociedade.