Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 24/06/2020
Consoante aos pensamentos do antropólogo Claude Levi – Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. De maneira análoga, em 1516, na obra Utopia, o escritor inglês Thomas More se destacou no campo literário ao narrar uma sociedade coesa e equitativa. Entretanto, no Brasil, percebe-se o contrário, um exemplo são os desafios do combate à ansiedade, que tem como alicerce não somente as relações da sociedade contemporânea, mas também, o uso de medicamentos como impulsionador do problema. Nesse sentido, é fundamental buscar a resolução do problema.
É relevante abordar, primeiramente, que as palavras presentes na bandeira do país- ordem e progresso - retratam os objetivos de uma nação. Para avançar, é mister que ocorram ações baseadas no bem-estar geral. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado é refletido claramente nos conflitos ocasionados pela negligência social, um exemplo disso são os sintomas de ansiedade – uma vez que afeta todas as estruturas da sociedade. Conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil possui um grande quadro de epidemia relacionado a essa problemática, afirma que aproximadamente 80% da população não possui esse transtorno. Conquanto, inúmeros são os problemas relacionados. Desse modo, é evidenciada uma notória necessidade de medidas para conter esse distúrbio psicológico.
Ademais, faz-se mister, ainda, salientar que a falta de investimento na saúde é um grande impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no século XXI. Nessa conjuntura, a falta de orientação propicia ao indivíduo a busca pela automedicação, o que pode causar sérios problemas, como a depressão. Outrossim, é indubitável que essa ação tem provocado complicações na saúde física e mental. Diante de tal, a situação expõe um lúgubre cenário no país, medidas precisam ser tomadas para que haja harmonia entre o bem-estar e o senso comum. Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Desse modo, é peremptório buscar meios de mitigação desse mal. Para isso, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, promover o investimento em campanhas publicitárias no ambiente público e privado, por meio da internet e da televisão, que alerte a população sobre os sentimentos da ansiedade e suas consequências, por meio de verbas governamentais, com fito de promover a proteção coletiva, premente na saúde física. Assim, a partir dessas ações, será possível voltar à Utopia e garantir uma visão inovadora para o nosso cotidiano.