Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/06/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela ONU em 1948, assegura a todos os indivíduos o direito à saúde. Entretanto, atualmente, subsiste uma deficiência no âmbito psíquico, visto que há desafios no combate à ansiedade no Brasil. Nesse sentido, convém analisar as causas desse cenário estagnado, com o intuito de combatê-lo de forma efetiva.

Em primeira análise, cabe ressaltar a cultura imediatista como um dos problemas. De acordo com o contexto da Terceira Revolução Industrial, a relação da internet com os eletrônicos possibilitou o compartilhamento de informações em poucos segundos. Ora, se com o advento da globalização esse evento consolidou-se, entende-se, então, o porquê do costume das pessoas quererem a instantaneidade em todos os aspectos. Diante desse cenário, é preciso que o Estado resolva esse impasse, a fim de restaurar o bem-estar mental.

Outrossim, vale salientar, ainda, a pressão que a sociedade impõe aos jovens. Segundo Émile Durkheim, o conceito de fato social é a força com que os padrões sociais são coagidos aos indivíduos. Esse panorama se evidencia, por exemplo, no terceiro ano do ensino médio, tal qual é decisivo para a escolha de um curso superior. Embora haja incertezas, sua imposição desencadeia um transtorno de emoções, entre elas, a ansiedade. Dessa forma, é prejudicial que tal quadro seja estimulado precocemente, carecendo, então, a sua dissolução.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de contornar as dificuldades no combate à ansiedade no Brasil. Desse modo, é papel do Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, promover consultas mensais e palestras. Essa ação deve ser feita por meio de psicólogos e voluntários que, além dos diálogos, apresentem depoimentos pessoais de superação da ansiedade, com o intuito de orientar os alunos sobre a importância de saberem lidar com a mente. Sendo assim, o país poderia restabelecer o direito determinado pela ONU, na íntegra.