Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/06/2020

Consoante ao sociólogo polonês Zygmund Bauman, há uma falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas, característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Hodiernamente, há uma liquidez no que se refere o combate a ansiedade na sociedade contemporânea, como desafio no atual cenário brasileiro, sendo o excesso de preocupações e o tabu para a busca de ajuda de profissionais, uns dos principais fatores para este norteamento. Assim, convém sondar essa problemática e propor soluções para dirimi-las.

Em primeira análise, é elementar que o excesso de preocupação causada pelo aceleramento do ritmo das atividades cotidianas, assim como também, os problemas familiares, gera o aumento do desenvolvimento da ansiedade. Segundo o filósofo Jacques Rousseau, “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Diante dessa perspectiva, a geração globalizada ocasionou uma aceleração no âmbito real e psicológico, pois essa ansiedade é atrelado com os pensamentos conturbados, com a aflição do tempo e o medo, entretanto, deve-se ser reajustada através de métodos psicológicos inteligentes.

Outrossim, vale ressaltar que ainda existe um grande tabu sobre buscar ajuda através dos psicólogos e psiquiatras para tratar-se da ansiedade. De acordo com o Nexo Jornal, aproximadamente 10% dos brasileiros sofrem dessa doença, e a cada dia o número de pessoas afetadas só aumentam. Desse modo, é necessário a quebra desse travamento e da crença em ter vergonha em procurar ajuda de profissionais capacitados, e ajudar-se em contribuir ao tratamento para obter-se melhorias e o acarretamento desse distúrbio.

Urge, portanto, medidas para combater a ansiedade na sociedade contemporânea. Cabe ao Governo Estadual, implantar métodos corporativos, por meio de projetos incentivadores e palestras com profissionais da área, que visem conscientizar a população sobre essa problemática e a dirimir o tabu existente entre as pessoas. Só assim, não existirá uma liquidez no Brasil, mencionada por Zygmund Bauman.