Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 21/06/2020

A Constituição Brasileira, em seu artigo 5, declara: É inviolável o direito à    saúde. No entanto, no cenário atual, esse poder tem sido violado por causa dos desafios no combate à patologia da ansiedade no meio social. Destarte, á carência de conhecimento da sociedade sobre o tema somado a falta de educação emocional na escola contribui para o agravo dessa problemática.

Em primeiro lugar, é relevante ressaltar que 9,3% da população brasileira sofre de transtorno de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nesse contexto, é indiscutível que a escassez de aquisição de informação da sociedade sobre o assunto relacionado à ansiedade favorece para a progressão dessa doença. Isso ocorre porque, conceitos negativos pré-estabelecidos de que o tratamento terapêutico é para pessoas ‘’loucas’’, por exemplo, não é desconstruído. Em suma, consequentemente, o indivíduo não procura ajuda profissional e, infelizmente, continua a padecer do problema.

Em segundo lugar, vale mencionar que de acordo com Thomas Hobbies, filósofo inglês, é dever do Estado promover o bem estar social. Entretanto, à carência de ensino emocional nas escolas prejudica o bem estar do  indivíduo, visto que não prepara cidadãos capazes de lidar com as frustrações e pressões sociais, por exemplo. Desse modo, influencia na construção de pessoas mais vulneráveis a desenvolver transtorno de ansiedade, de forma a favorecer o crescimento dessa doença que, segundo a Organização da Saúde, nos últimos 15 anos houve um aumento expressivo.

É irrefutável, portanto, a existência de barreiras para atenuar o transtorno de ansiedade na população. Por isso, o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, por meio de palestras realizadas uma vez no mês no ambiente escolar, deve contratar psicólogos, com o objetivo de ensinar sobre a importância da terapia, como lidar com as pressões sociais, a fim de educar a sociedade sobre o tema e promover a educação emocional.