Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 21/06/2020

Aristóteles, grande filósofo da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude para a essência humana.Para o filósofo, sem a sabedoria nada separa a espécie humana dos restantes dos animais. Nesse contexto, destaca-se a negligência estatal e o preconceito como promotores do problema. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses temas, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a ansiedade deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades na acessibilidade do tratamento  contra à  ansiedade. Pessoas de baixa renda que se encontram em estágios avançados da doença se sentem sozinhos na luta contra a ansiedade uma vez que não tem uma ajuda profissional para recorrer e buscar tratamento, gerando assim, pessoas com alto grau de ansiedade chegando nos primeiros estágios da depressão contribuindo para o Brasil estar no topo do ranking mundial da ansiedade,  segundo a OMS.

Outrossim, destaca-se a falta de informação como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o preconceito em alguma informação ou julgamento pela população, classificam um sério distúrbio mental como frescura e optam por deixar rolar até que chegue um alto grau da doença, dificultando o tratamento e trazendo sérias consequências à vida do indivíduo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde e a imprensa criem políticas públicas e tratamento gratuito com  com psicólogos, médicos especializados e centros educacionais que tratem do assunto ansiedade, para quebrar o Tabu e deixar claro que ansiedade é uma doença e necessita de  tratamento como qualquer outra. Assim, pessoas com esses distúrbios encontrarão tratamento e apoio especializados de forma gratuita e acessível. Desse modo, amenizará, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do transtorno de ansiedade no Brasil.