Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/06/2020
No século XX, com as Revoluções Industriais o mundo passou por diversas transformações, as quais são notadas até os dias atuais como o aumento do transtorno de ansiedade devido as mudanças na estrutura social e de mercado. Assim, esse fenômeno afeta gradativamente a saúde física e mental além de provocar sérios problemas de socialização. Diante disso, torna -se passivo de discussão não só a banalização do diagnóstico de ansiedade, mas também o uso excessivo das redes sociais na sociedade contemporânea que funciona como gatilho para quem sofre com a doença.
Em primeira análise, vale salientar que um dos desafios ao combate à ansiedade se dá pela banalização do diagnóstico, que dificulta por sua vez o apoio para pessoas que realmente necessitam de um tratamento com especialistas. Nesse sentido, a série Euphoria expõe como a ansiedade pode prejudicar em vários aspectos cotidianos em exemplo a socialização e batalha encontrada por pessoas com o transtorno para receber um devido apoio em meio a tantos que também são diagnosticados com a doença. Infelizmente, essa narrativa não destoa da realidade atua, a qual torna banal a ansiedade e muitos que sofrem com o fenômeno são esquecidos e vivenciam problemas de interação social.
Além disso, as redes sociais são consideradas grandes avanços tecnológicos que disponibilizam a comunicação entre pessoas de diversos países. Entretanto, elas funcionam como gatilho a ansiedade para quem vive com o transtorno, pois, nelas a vida de é constituída de estereótipos perfeitos e inexistentes a realidade comum a todos. Nessa lógica, na série Black Mirror é retratada a vida supérflua das redes sociais e como as personagens são conduzidas pelo o que veem nas telas dos smartfones além do efeito que a mesma tem sobre a sensação de ansiedade a quem visualiza a perfeição das vidas de outros pela internet. Dessa maneira, esse desafio para controlar a ansiedade na sociedade contemporânea é composto de muita dificuldade, por que as redes de comunicação estão presentes na vida de grande parte da população e cabe aos usuários se libertarem dessa prisão virtual que alimenta o transtorno de ansiedade na contemporaneidade.
Por fim, cabe ao Governo por meio do Ministério da Saúde alertar aos profissionais responsáveis por diagnosticarem o transtorno da importância da análise precisa de cada paciente para que a banalização da doença ansiedade seja minimizada na sociedade moderna e que pessoas que necessitam de tratamento possam ter o suporte necessário para reduzir os efeitos psíquicos da ansiedade. Portanto, cabe também as pessoas com o transtorno fiscalizarem seu uso nas redes sociais para que haja uma notável diminuição dos gatilhos da doença. Espera -se com essas medidas frear os desafios para controlar a ansiedade na sociedade.