Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 19/06/2020
A falta de solidez nas relações, segundo Zygmunt Bauman, é característica da “modernidade líquida” vivenciada a partir do século XX. Analisando o pensamento do sociólogo polonês, constata-se que a ansiedade é um sério problema de saúde pública atualmente no Brasil. Logo, para enfrentar essa situação imediata amenizando suas consequências, dois fatores devem ser observados: o estresse em excesso, bem como o despreparo social para lidar com a doença.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o estresse, resultante da pressão para tornar-se alguém na sociedade é um agravador para a ansiedade. Nesse sentido, pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontou que os problemas de saúde mental estão aumentando em escala preocupante durante a pandemia e o isolamento social. Consequentemente, fatores como alimentação, ciclo menstrual, sono e estabilidade emocional ficam completamente desregulados, trazendo diversos malefícios ao indivíduo.
Ademais, a falta de conhecimento da população para lidar com os transtornos mentais evidencia-se como um fator dificultador, visto que as causas do problema ainda são alvo de estereótipos sociais como: ausência de crença religiosa. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, de acordo com um estudo feito pela BDA Morneau Shepell,30% da geração Y sofrem com ansiedade, em contrapartida 26 % da geração X sabem lidar com esse problema.
Sendo assim, o combate à liquidez supracitado é necessário, a fim de conter o avanço da ansiedade, deve ser combatido, pois influencia negativamente na qualidade de vida individual. Sendo assim, é imperativo que o Ministério da Saúde desenvolva políticas públicas através de propagandas objetivas, com o intuito de atingir especialmente o público jovem que são os principais acometidos por esse transtorno. Aliado a isso, cabe à escola, com respaldo do Ministério da Educação, a prática educacional por meio de cartilhas, desde que respeitem a laicidade garantida pela Constituição Federal, impedindo, por conseguinte, que crenças de qualquer natureza atrapalhem o diagnóstico e tratamento da doença.