Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 19/06/2020
O Brasil é o país mais ansioso do mundo de acordo com a OMS. Diversos são os fatores que explicam a ocupação do cargo. Em um país com inúmeras crises políticas e financeiras e altas taxas de violência, pressão familiar e desemprego uma sociedade agoniada não é motivo de surpresa. A teoria do filósofo Thomas Hobbes de que “o homem é o lobo do homem” vem exemplificando-se cada vez mais, o que está em questão são os desafios para combater a ansiedade, porém o homem não percebe que ele é o seu pior inimigo, a provação de se encontrar e vencer os desafios propostos vem construindo essa epidemia contemporânea.
O principal aspecto é a aceitação do diagnóstico, sobretudo com pessoas mais velhas, que na maioria avassaladora julgam a ansiedade como frescura ou algo passageiro. Um outro perfil muito comum é o daqueles que consentem, porém rejeitam os medicamentos, pois o medo de ficarem viciados, débeis e ganharem peso fala mais alto, a roteirista cinematográfica, Tati Bernardini, diz: “Você sabe que chegou ao cúmulo da ansiedade quando fica ansiosa até para a ansiedade passar”. Não reconhecer-se e não procurar a ajuda necessária leva a um caminha formidável.
O oferecimento de programas públicos adequados para o combate também é escasso. Menos desfavorecidos não possuem condições para arcar com um tratamento e não encontram outra saída se não conviver com a doença. Outrossim seria o ambiente familiar e social, de nada adianta o incentivo governamental se não ocorre uma mudança geral, tomar remédios e fazer sessões psiquiátricas acabam virando rotina, pois a realidade e o convívio real são muito distintos. Os números estão para comprovar que apesar de possuir mais de 10.000 psiquiatras, segundo o CENBRAP, o Brasil ainda é o país mais ansioso do mundo.
Tendo em vista todos os aspectos supracitados é necessário uma série de mudanças. O governo deve fazer sua parte, através de parcerias público-privadas garantindo um bom acompanhamento de todos os casos e disponibilizando os medicamentos necessários. Contudo a principal mudança deverá ser individual, de cada um, construindo uma sociedade melhor, mais leve, justa, igualitária e compreensível cada dia mais, fazendo da terra um bom lugar para viver, sem grandes preocupações a ponto de ficar doente.