Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 19/06/2020

O mito da caverna, de Platão, filósofo do período clássico da Grécia antiga, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito dos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema no país, em virtude do individualismo e da falta de debate.

A princípio, é possível perceber que o individualismo é um dos principais problemas no contexto em questão. . Na obra “Modernidade Líquida”, o sociólogo Bauman, defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange ao combate à ansiedade. Essa liquidez que influi sobre a questão do problema funciona como um forte empecilho para sua resolução, uma vez que esse individualismo leva à uma falta de empatia com grande parcela da população que sofre desse transtorno.

Ainda assim, vale ressaltar a falta de debate sobre o assunto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior número de pessoas ansiosas. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema esse seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Em suma, é mister que o Estado tome providencias para reversão do quadro atual. Destarte, depreende-se que, cabe Governo, que tem como dever garantir a saúde da população, mediante políticas sociais e econômicas, promover oficinas e debates abertos sobre saúde mental, em escolas, universidade e via veículos midiáticos, por meio de parcerias com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, afim de estimular o diálogo sobre os desafios no combate à ansiedade, dessa forma extinguindo o pensamento individualista e estimulando a empatia.