Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/06/2020

A Segunda Fase do Romantismo literário brasileiro, conhecida também como fase Ultrarromântica, ficou caracterizada pela evasão da realidade, quando os heróis da época faziam uso do pessimismo, tristeza e isolamento, uma solução para os conflitos existenciais. Nessa perspectiva, esse tipo de sentimento ainda se faz presente até os dias atuais, uma vez que os problemas relacionados à saúde mental tem aumentado consideravelmente no Brasil. Dessa forma, é perceptível que os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea estão focalizados, principalmente, em falhas estruturais no papel da escola, que não aborda essa problemática, e uma falta de participação do Estado, que pouco se preocupa com a abordagem.

Em primeira análise, pode-se ressaltar a negligência das instituições de ensino, que pouco discutem sobre o assunto com os alunos. Seguindo essa linha de raciocínio, de acordo com o filósofo Michel Focault, as escolas agem como Instituições de Sequestro, quando priorizam medidas academicistas, que visam à aprovação dos alunos em concursos e a inserção no mercado de trabalho, em detrimento da formação humana do indivíduo. Esse pensamento é aplicável ao problema abordado pois os colégios pouco discutem sobre a maioria das doenças psicológicas da atualidade, como ansiedade e depressão, ausentando-se na forma de identificação e tratamento dos sintomas, uma vez que não apresenta suporte necessário, como psicólogos já atuantes na área para ajudar os alunos que sofram com esses problemas. Assim, as escolas formam espaços onde haverá uma ampliação da ansiedade, já que nos cidadãos, muitas das vezes, ela começa a se manifestar na juventude, quando o aluno vai fazer uma prova ou apresentar um trabalho.

Em segunda análise, destaca-se a falta de participação efetiva do Estado na vida da população. Sob esse viés, segundo o jornalista Gilberto Dimenstein, os indivíduos são considerados “Cidadãos de Papel” visto que desfrutam de uma cidadania aparente e limitada ao âmbito teórico. Essa reflexão é aplicável à problemática pois, o Governo não garante uma saúde qualificada à população quando não desenvolve projetos específicos ou até mesmo tratamento médico àquelas pessoas que sofrem com as consequências da ansiedade.

Em suma, conclui-se que medidas devem ser tomadas para alterar o cenário atual. Por isso, o Ministério da Educação deve exigir a presença de um psicólogo nas escolas, por meio da contratação de profissionais na área infanto-juvenil a fim de que o assunto seja abordado nos colégios. Ademais, ONG’s devem pressionar o Ministério da Educação para que insiram projetos ou até grupos de debates para tratamento das pessoas que sofrem com a ansiedade.