Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/06/2020
No desenho animado da Nickelodeon, ‘’Os padrinhos mágicos’’, o protagonista Timmy Turner enfrenta seus problemas cotidianos através de desejos que são realizados pelos seus padrinhos mágicos. Distante da ficção é fato que os indivíduos não dispõem de seres inanimados para mitigar os impactos causados pelos problemas oriundos de uma contemporaneidade imediatista. Esta que é responsável por originar inúmeras consequências, como o aumento da ansiedade, que apesar de ser inerente ao ser humano, seu agravamento pode ocasionar transtornos.
A priori, é imperioso destacar que os desafios para combater a ansiedade são inúmeros, visto que dados da Organização mundial de Saúde –OMS- demonstram que o número de indivíduos com transtorno de ansiedade no mundo em 2015 era de 264 milhões. Dessa forma, pesam nesse cenário, fatores socioeconômicos, como pobreza e desemprego além de fatores ambientais, como o estilo de vida nas grandes cidades e o excesso de tarefas acumuladas durante os dias pelos indivíduos. Ainda, segundo o sociólogo Polonês Bauman, a modernidade é líquida e fluída, não possuindo uma forma definida, estando à mercê da inconsistência e sofrendo constantes transformações. Concomitantemente, os indivíduos possuem um futuro incerto, marcado por preocupações excessivas, estas que os levam a quadros de extrema ansiedade. Logo, evidencia-se o imediatismo contemporâneo como um desafio a ser combatido.
Outrossim, é imperativo pontuar a dificuldade no que tange a falta de conhecimento da sociedade para lidar com transtornos mentais, visto que as causas do problema são alvos de estereótipos constantemente associados à ausência de crença religiosa. Ademais, Louis Menand, crítico ensaísta e professor americano, afirma que ‘’A ansiedade é o preço da liberdade humana’’, visto que se resume em antecipar incertezas e acreditá-las como verdades indubitáveis. Dessa forma, pensamentos como o do filósofo Francês, Descartes, divergem desse paradigma, pois, não se deve aceitar como verdadeiro aquilo que não se pode provar.
Depreende-se, portanto, medidas que possam extirpar tais desafios. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde criar medidas que auxiliem indivíduos que sofrem transtornos de ansiedade, criando campanhas em postos e hospitais municipais, além de supervisioná-los,oferecendo serviços de psicólogos e psiquiatras, dessa forma, estarão em busca de amparo sobre seus problemas. Ainda, a mídia, como principal meio de comunicação, deve divulgar debates acerca do imediatismo humano e os problemas acarretados por essa lógica, orientando a sociedade a combater os excessos que se tornam uma engrenagem para a ansiedade. Assim, a sociedade tornar-se-á os seus próprios ‘‘padrinhos mágicos’’.