Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 19/06/2020

De acordo com a OMS, o Brasil é o país com a maior população ansiosa do mundo. As causas desse problema são múltiplas. No Brasil, as razões normalmente se relacionam ao alto nível de violência, constante crise econômica, alta taxa de desemprego e grande incerteza em relação ao futuro. No filme “De repente 30’, a personagem principal Jenna Rink, por se sentir excluída e fora dos padrões de beleza das mulheres da época, acaba ansiando e desejando ter 30 anos, passando então, a lidar com questões de adultos. Fora da ficção, a exigência por padrões de beleza, a necessidade de se encaixar na sociedade, vêm gerando um enorme problema de ansiedade e resultando no uso desgovernado de remédios antidepressivos e ansiolíticos.

Em primeira análise, com o avanço da tecnologia e necessidade de uma maior qualificação, o ser humano tem passado por um processo de exigências cada vez maior, tanto do mundo ao seu redor, quanto de si mesmo. No livro ‘A Sociedade do Espetáculo’ do filósofo Guy Debord, é explicitado a teoria de que as pessoas vivem suas vidas como se fossem um espetáculo, dando sempre o seu melhor. Sendo assim, a maior exposição trazida pela internet e a competitividade fazem com que o indivíduo viva querendo melhorar a sua performance.

Em segunda análise, o grande número de pessoas ansiosas sem tratamento impedem a decaída da ocorrência da doença no país, levando a uma população emocionalmente desequilibrada. Ademais, estudo realizado pela Funcional Health Tech, mostrou um aumento de mais de 20% no consumo de antidepressivos e ansiolíticos nos últimos anos. Dessa forma, a sociedade tem tentado lidar com a pressão psicológica. Outrossim, quando não é feita uma intervenção nessa situação, pode ocorrer o agravamento dos sintomas, em casos mais graves podendo levando à asfixia e taquicardia.

Diante do exposto, conclui-se que urge a necessidade do Ministério da Saúde disponibilizar, mensalmente, psicólogos e neurologistas nas escolas e faculdades, a fim de tornar mais acessível o atendimento a quem está mais vulnerável. Somado a isso, as propagandas comerciais na televisão, cumprindo com seu papel social, deverão encorajar as pessoas a procurarem ajuda, desmistificando os tabus acerca do assunto. Dessa forma, tratando das causas e consequências da ansiedade, pode ser que, de fato, o homem seja soberano sobre seu próprio corpo e mente.