Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/06/2020

No livro ‘A Sociedade do Espetáculo’ do filósofo Guy Debord, é explicitado a teria de que as pessoas vivem suas vidas como se fossem um espetáculo, dando sempre o seu melhor. Sendo assim, a maior exposição trazida pela internet e a competitividade fazem com que o indivíduo viva querendo melhorar a sua performance. Em segundo lugar, em busca por amenizar os efeitos causados por tal problema, as pessoas tem recorrido constantemente ao uso de remédios. Ademais, estudo realizado pela Funcional Health Tech, mostrou um aumento de mais de 20% no consumo de antidepressivos e ansiolíticos nos últimos anos. Dessa forma, a sociedade tem tentado lidar com a pressão psicológica.

Constantemente, os indivíduos mais velhos e/ou mais ignorantes no assunto, que recebem o diagóstico de ansiedade, não buscam ajuda profissional, pois pensam ser besteira e/ou frescura. Há, também, aqueles que até buscam ajuda, porém não querem fazer uso dos remédios prescritos por seu médico, pois possuem medos (baseados em mitos) - como ficar viciado, débil e engordar. “Você sabe que chegou ao cúmulo da ansiedade quando fica ansiosa até para a ansiedade passar.” - a frase da roteirista cinematogáfica, Tati Bernardi, ilutra outro cenário, no qual o paciente acaba se sentindo mais ansioso com o uso dos medicamentos e a constante buscar de cura. Todas essas situações acabam elevando o ínice de pessoas ansiosas no país.

Diante do exposto, conclui-se que urge a necessidade do Ministério da Saúde disponibilizar, mensalmente, psicólogos e neurologistas nas escolas e faculdades, a fim de tornar mais acessível o atendimento a quem está mais vulnerável. Somado a isso, as propagandas comerciais na televisão, cumprindo com seu papel social, deverão encorajar as pessoas a procurarem ajuda, desmistificando os tabus acerca do assunto. Dessa forma, tratando das causas e consequências da ansiedade, pode ser que, de fato, o homem seja soberano sobre seu próprio corpo e mente.