Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 20/06/2020
Há a tendência do aumento no índice de enfermos psicológicos na população brasileira. Com os inúmeros problemas sociais, políticos e econômicos o brasileiro é vendado dos possíveis caminhos de um futuro melhor. Ademais, a falta de atenção do Estado para os distúrbios torna estes em uma endemia, pois, com a falta de tratamento adequado, a ansiedade e depressão persistem e criam indivíduos inválidos ou, até mesmo, dependentes dos ansiolíticos. Em primeiro lugar, é válido comentar como as diversas crises influenciam na saúde individual. Segundo o sociólogo alemão, Durkheim, quando o indivíduo falha em, por exemplo, conseguir um emprego ou em alimentar a sua família, significa que o Estado falhou com este indivíduo, pois cabe ao governo providenciar as condições de vivência digna à população. Assim, ao serem incapazes de gerenciar o país de forma adequada, os líderes políticos deixam uma enorme parcela populacional a mercê dos males sociais. Com isso, sem oportunidades, por conta da educação pública depredada, com a falta de empregos e o sentimento de esquecimento alimentado pela falta de representatividade no cenário político, cresceu as pessoas se tornaram cada vez mais incertas sobre o futuro próprio e o da nação, levando a um aumento no índice dos distúrbios psicológicos. Em segundo lugar, é importante salientar a efemeridade das relações sociais frente a rapidez do mundo moderno. Em “Admirável Mundo Novo”, uma distopia futurista de Aldo Huxley, todas as relações interpessoais se tornaram meras casualidades e não admitem a construção de ligações sentimentais mais profundas, isso faz com que todas as personagens necessitem da utilização constante de psicoativos, no livro o “soma”, para poderem suportar a liquidez social. Tal visão futurista de Huxley, não não se destoa muito da realidade moderna, onde as relações interpessoais estão sendo marginalizadas enquanto há a crescente rapidez das interações sociais e com isso o aumento exponencial, principalmente no Brasil, do uso de ansiolíticos. Portanto, a incapacidade de formalizar vínculos afetivos duradouros afeta o inter e o intrapessoal, pois as pessoas criam relacionamentos efêmeros e pouco se apegam, o que leva ao sentimento de solidão, mesmo tendo diversas “amizades”. Por fim, medidas precisam ser realizadas para diminuir a ansiedade dos brasileiros. Para curto prazo, é necessário que o Ministério da saúde, em conjunto a empresas públicas e privadas, realize projetos de saúde psicológicas dos trabalhadores brasileiros, por meio da contratação de psicólogos e psiquiatras que acompanharão os indivíduos, a fim de diagnosticar e se preciso medicar de forma adequada. A longo prazo, é necessário que o governo concretize os projetos de obras que irão levar melhores qualidades de vida para os cidadãos, assim mitigando o sentimento de esquecimento político.