Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 17/06/2020
Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é caracterizada uma sociedade perfeita, na qual o corpo padronizava-se pela ausência de problema. No entanto, a realidade retratada no Brasil contemporâneo é contrária daquela imaginada pelo autor, em que a os desafios no combate à ansiedade dificulta na construção de um país melhor. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto da omissão estatal e das mídias digitais.
Com efeito, as redes sociais é um um meio de propagar diversas informações e notícias. No entanto, grande parte da sociedade usa para impôr um padrão inalcançável. Assim, segundo dados divulgado pela OMS, 18,6 milhões de brasileiros sofrem de ansiedade, bem como é caracterizada pela “Modernidade líquida” do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, na qual o capitalismo é uma das principais características -e o maior conflito- da sociedade pós-moderna. Desse modo, a busca pelo inalcançado é convertido em ansiedade na população.
Outrossim, é fato que omissão estatal frente à propagação de ações efetivas para conscientização de medidas para o combate à ansiedade colabora para a desordem. Ademais, para o escritor Gilberto Dismenstein, tal fato é transcritos nas ideias de “Cidadãos de Papel” , uma vez que o poder público não garante direitos básicos, como o direito à informação previsto no artigo 5 da Constituição. Em síntese, isso acontece porque os governos Federais e Municipais não realizam campanhas efetivas para promover informações para ajudar a combater à ansiedade na sociedade contemporânea.
Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar o problema. Logo, as escolas, em parcerias com as famílias, devem inserir a discussão sobre ansiedade, tanto no ambiente doméstico, quanto estudantil, por meio de palestras socioeducativas, com a participação de professores e psicólogos, que debatam acerca de como prevenir e ajudar nas crises de ansiedade, com o intuito de desenvolver, desde a infância, as informações necessárias para passar por essa situação. Além disso, cabe a CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, fiscalizar os comerciais das empresas privadas que influenciam de forma direta -ou indireta- um padrão de consumo, por intermédio de punições para aquelas empresas que não cumprirem, com o objetivo de controlar o capitalismo. Assim sendo, o mundo se aproximará dos pensamentos de More.